8 de março de 2012 •

E em homenagem aos dia das mulheres...

Eu amo as palavras!
Isso é um  fato nada desconhecido para muitos. Eu adoro escrever, de cartas de amor até livros de ficção, passando por nomes e coraçõezinhos no caderno, meu envolvimento com as palavras é algo único na minha vida.
Claro, quando falo em palavras, não só a escrita, mas a leitura também está envolvida nessa relação de amor, por isso estou sempre buscando novas leituras que me encantem e completem.
E eis que, em minhas buscas, encontro um site cheio de textos, crônicas profundas, delicadas e muito, muito divertidas de ler.
Quer ver uma amostra?

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"A gravidez do casal executivo


E a minha credibilidade vai para o chão, porque muitas, com certeza, vão se perguntar:

- Ele é solteiro, nunca foi casado, não é pai, nem psicólogo e vem querer falar sobre gravidez?

- Vai ver ele estava sem assunto para escrever crônicas

- Mais um motivo para ele calar a boca e não se meter no nosso mundo.

- Quer saber? Você tem razão! E digo mais...

Er... meninas! Era para o diálogo ter ficado só na primeira fala. Não se empolguem, ok?
Voltando...

Acredito que encarar o assunto por um lado racional e usar o bom senso ajude um pouco a falar de uma questão importante: a gravidez do casal. Não, não é a gravidez específica da mulher, pois dores, enjoos, pés inchados são coisas que definitivamente não faço questão de ser expert.

- Gerson! A bolsa estourou!

- Tá brincando? Investi grana pra caramba na Petrobrás!

- Essa bolsa aqui, imbecil!

- Nossa, o tapete tá encharcado! Ai, meu Deus, cadê o telefone?

- Isso...ai!... liga!

- Alô? Margarida? Sei que seu dia de vir é só na sexta, mas aconteceu um imprevisto e a sala está toda suja. Dá pra vir limpar amanhã?

- Pro méééééédico!

Homens, por mais carinhosos e preocupados que sejam, não conseguirão nunca entender as mudanças físicas, sentimentais e comportamentais das mulheres grávidas. Por essa razão, vou me ater somente ao caráter social.

Imaginem a cena:

Dois executivos de sucesso de multinacionais, um homem e uma mulher, se apaixonam, copulam (mais uma palavra da série "de que época você é?") e geram uma criança. Tecnicamente, os dois têm a mesma responsabilidade, comprometimento e sacrifícios para com a criança. Mas, na prática, a coisa não funciona assim.

Quem vai tirar a licença maternidade é a mulher. São quatro meses longe do seu trabalho. Em quatro meses, muitas coisas podem acontecer.

- Seja bem-vinda, Simone! Como está o bebê?

- Muito bem! E cadê o chefe?

- Agora eu sou o chefe.

- Ah tá! E quem está no seu lugar?

- O Sinval.

- O porteiro?

- Agora ele não é mais. O porteiro agora é o Alexandre.

- Mas o Alexandre era do departamento pessoal!

- Agora quem está lá é o Jurandir.

- Jurandir? Ele não era o contínuo?

- Era, mas fez um curso e o antigo chefe o promoveu para o departamento pessoal.

- Por falar nisso, e o antigo chefe?

- Agora ele é o contínuo.

- Ai, meu Deus! E eu?

- Você sabe cozinhar, né?


O homem, quando vira pai, tem sua carreira profissional intacta. Já a mulher, é difícil que sua carreira não seja comprometida em nenhum momento por causa de uma gravidez. E também nos anos seguintes. A criança, com certeza, se apegará mais à mãe. Nove meses de útero, muito tempo de peito... É um laço antigo, que não muda.

E o apego não é só da criança para com a mãe, mas também da mãe para com a criança. Vai ser difícil "abandonar" sua cria para voltar ao trabalho. Conheci muitas executivas bem sucedidas que se tornaram mães bem sucedidas. Só. Largaram a carreira para cuidar de sua preciosidade.

Por essa razão, meninas, pensem bem antes de gerar uma nova vida. Haverá escolhas a serem feitas e que afetarão somente a vocês.

- É, até que ele tem razão em alguma coisa.

- É verdade! Ainda não sou mãe, mas vou pensar nessa crônica antes de engravidar.

- E por falar nisso, Shirley, você viu a Clotilde?

- A filha do Seu Manoel Sapateiro?

- Ela mesma! Sabe que ela saiu com o Armandinho e...

MENINAS! Acabei a crônica! Não me façam passar vergonha!"
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Gostaram? Eu adorei, não só essa crônica, mas muitas contidas no blog.
Curiosas pra saber de onde vem esse texto? Bem, ele foi escrito por Edson Rossato, que é nada mais, nada menos que escritor, editor e roteirista de HQ. Ahh, claro, ele não é gay, não é um macho recalcado e nem machista, ele só gosta de escrever sobre seu assunto preferido de uma forma humorística.
O blog é realmente muito divertido e eu passei horas lá lendo texto por texto, rindo horrores sozinha em frente ao pc... rsrs
E pra quem ficou curioso, o Blog é o Toque Para Mulheres
 


E eu recomendo... Acessem, leiam e se divirtam com os textos do Edson.
Um abraço
Ka

2 comentários:

Jéssica disse...

Rachei de rir.

Ka Alencar disse...

Muito engraçado né? eu adorei os textos do site! rsrs
Obrigada pela visita
beijos

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