17 de julho de 2012 •

Must Have - Editora Instrínseca

Outra coluna que eu não postava faz tempo...

Mas ela voltou e eu vou falar para vocês de um livro que está na minha lista de desejados desde a primeira vez que ouvi falar sobre ele.

Precisamos falar sobre o Kevin
Lionel Shriver
Tradução: Beth Vieira e Vera Ribeiro
Lançamento: 20/01/2012
Páginas: 463
Sinopse:  Em Precisamos falar sobre o Kevin, Lionel Shriver realiza uma espécie de genealogia do assassínio ao criar na ficção uma chacina similar a tantas provocadas por jovens em escolas americanas. Aos 15 anos, o personagem Kevin mata 11 pessoas, entre colegas no colégio e familiares. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho. Entre culpa e solidão, ela apenas sobrevive. A vida normal se esvai no escândalo, no pagamento dos advogados, nos olhares sociais tortos.
Transposto o primeiro estágio da perplexidade, um ano e oito meses depois, ela dá início a uma correspondência com o marido, único interlocutor capaz de entender a tragédia, apesar de ausente. Cada carta é uma ode e uma desconstrução do amor. Não sobra uma só emoção inaudita no relato da mulher de ascendência armênia, até então uma bem-sucedida autora de guias de viagem.
Cada interstício do histórico familiar é flagrado: o casal se apaixona; ele quer filhos, ela não. Kevin é um menino entediado e cruel empenhado em aterrorizar babás e vizinhos. Eva tenta cumprir mecanicamente os ritos maternos, até que nasce uma filha realmente querida. A essa altura, as relações familiares já estão viciadas. Contudo, é à mãe que resta a tarefa de visitar o "sociopata inatingível" que ela gerou, numa casa de correção para menores. Orgulhoso da fama de bandido notório, ele não a recebe bem de início, mas ela insiste nos encontros quinzenais. Por meio de Eva, Lionel Shriver quebra o silêncio que costuma se impor após esse tipo de drama e expõe o indizível sobre as frágeis nuances das relações entre pais e filhos num romance irretocável.

Eu não consigo sequer imaginar a dor de uma mãe dessas, a culpa que ela carrega... Acredito que esse livro se tornou um best seller porque mexe com os nossos mais profundos sentimentos.
Quero muito ler, e mesmo sem ter lido ainda, eu indico para todos. São livros que nos dão um choque de realidade, que nos faz lembrar do quão cruel alguém pode ser, e do quanto somos abençoados por não viver uma história assim.

Quem quiser, pode me dar de presente ok?
Espero que tenham gostado da dica!

2 comentários:

Ana Caroline disse...

Nossa, faz tanto que quero ler esse livro que nem me lembro mais. Como diria Tyrion "Tenho um ponto sensível em meu coração para bastardos, aleijados e coisas quebradas"; e, sim, sociopatia também me atrai muitíssimo, porque quero fazer faculdade de Psicologia. Além disso, todos andam dizendo que a Lionel é uma grande autora (ah, vá, por isso é best seller, né). Vamos ver se minhas prioridades não param de gritar e eu consigo lê-lo.

Má Gomes disse...

Queria ler esse livro também, parece ser aquele tipo de história que te faz largar o livro só a hora que acaba. O tema é diferente e bastante interessante.

Beeijos
Mah
http://sessaodas10.blogspot.com.br/

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