22 de fevereiro de 2013 •

Vi Por Ai ~ Lançamento Novo Conceito - Meu Amor, Meu Bem, Meu Querido

Oie gente!!!

Quer conhecer um pouco de mais um dos lançamentos da Novo Conceito?


Autor: Deb Caletti
Titulo: Meu Amor, Meu Bem, Meu Querido
Editora: NOVO CONCEITO 
Ano: 2013
Edição: 1
Número de páginas: 240
Tema: TEEN
Lançamento: 18/02/2013
Sinopse: Ruby McQueen nunca tivera problemas sendo boazinha, e sempre fez questão de ter um bom relacionamento com sua família, ir bem na escola e tomar boas decisões. Esse é o motivo do porquê ninguém fica mais surpreso do que ela mesma quando o mau caráter Travis Becker a suga para seu mundo de privilégios e ilegalidades, e ela o segue voluntariamente. No entanto, quando Ruby faz o impensável, começa uma louca aventura de várias gerações, conforme seus entes mais íntimos fazem de tudo para salvá-la dela mesma. Será que um verão pode mudar o que Ruby sabe sobre o verdadeiro amor, a família, o destino e seu próprio coração?


Sobre a autora




Deb Caletti e sua família vivem metade do tempo no subúrbio de Seattle e outra metade em um barco, num tipo de casa flutuante. Suas melhores inspirações vêm de sua mãe, seus filhos e de seu cachorro, os quais não parecem se importar. Quando não está escrevendo ou lendo livros, Deb se dedica à pintura e a aulas.













Trecho do livro




A primeira coisa que descobri sobre Travis Becker foi que ele estacionava a moto no jardim da frente de casa. Dava para ver os rastros dos pneus desde cima até abaixo, na colina, cortando belamente o gramado como se fosse um campo de golfe. Aquilo era tudo o que eu deveria saber até então. Nem sempre sou precipitada. O que aconteceu durante o verão, nas férias escolares, não foi precipitação. Foi um momento, um único momento que pode mudar as coisas se você decidir tentar ser uma pessoa diferente. Tenho certeza de que decidi no momento em que vi a superfície de metal brilhando sob o sol e querendo ser tocada, como se fosse mesmo um convite. Charles Whitney — ele também tomou uma decisão como essa —, lá pelos idos de 14 de agosto de 1945, quando jogou a bituca do cigarro no meio da rua e pisou com o sapato; e o mesmo fez minha mãe, quando decidiu roubar Lillian.“Precipitada” é a última coisa pela qual você pode me chamar. “Tímida” é a palavra mais adequada. Sou notavelmente conhecida por ser solitária, caráter dominante. Você sabe a que me refiro — a Gorda, o Altão, o CDF. Eu sou a Garota Calada. Cheguei a ouvir, anos atrás, enquanto saía do banheiro: “Conhece Ruby McQueen?”, alguém perguntou. Acho que foi Wendy Craig, em cujos tornozelos eu havia dado uma bela de uma pancada no jogo de hóquei. E em seguida alguém respondeu: “Ah, tá falando da Garota Calada?”.A culpa desse meu comportamento calado se deve a duas situações, embora minha mãe diga que eu sempre fui do tipo observadora e que faço pesquisas antropológicas sobre a raça humana — tal qual Jane Goodall, em Os chimpanzés de Gombe. Ela tem razão quanto a personalidade ter um papel nisso. Às vezes, me sinto mais frágil e distante do mundo em relação às outras pessoas; muito sensível, o tipo cujo coração se transfere para objetos inanimados: um único pé de meia, um campo de neve marcado por pegadas, uma única fruta no galho de árvore. Mas é verdade que experiências humilhantes podem minar a sua confiança, como sal em água.Estava tudo indo bem no 6º ano, até que escorreguei em uma pilha de papéis brilhantes na garagem, quebrei o cóccix e tive de levar uma boia inflável para me sentar na carteira da escola. Antes disso, eu costumava levantar a mão e me sentar na fileira da frente sem medo de ser observada. Mas eu tinha dores de barriga de humilhação só de pensar naquela boia. “Parece um vaso sanitário”, Brian Holmes disse, e a já citada Wendy Craig gargalhou. E ele tinha razão: alguns vasos têm essa tampa fofa que geralmente decoram banheiros cafonas.Com perdão do trocadilho, eu estava começando a deixar tudo para trás. Tinha quase apagado da memória Mark Cummings e Dede Potter jogando frescobol com boia, durante o almoço, e tentava me lembrar do que minha mãe dizia: que Brian Holmes iria, com certeza, ficar careca e daria aulas de revisão de Matemática e que Mark Cummings era gay e ainda não sabia. E aí aconteceu novamente: a experiência de humilhação, parte dois. Justo quando você acha que está pronto para sair na chuva e se molhar de novo. Dessa vez, a culpa tinha sido minha. Eu colocara uns miniabsorventes debaixo dos braços para disfarçar o suor durante o exame de Ciências, e um deles caiu, enquanto eu andava até a prancha de papéis. Em casa, pareceu uma ideia genial colocar os absorventes sob a manga da camisa. Por que ninguém havia pensado nisso antes? Mas assim que comecei a falar, vi que o do braço direito tinha escorregado quando fiz um gesto leve. Tentei manter o braço colado ao corpo como soldado. “Apenas porque um organismo é unicelular não signi‑fica que não seja curioso.” Por fim, tive de virar a página na prancha e então o miniabsorvente escorregou como num tobogã íngreme, caindo no chão de modo vitorioso e higienicamente branco. Todo mundo riu.Depois disso, virei a Garota Calada. Parecia a coisa mais segura a fazer enquanto me sentia embaraçada como a amada que é perseguida por um ex‑namorado. Novamente, minha mãe deu uma de sábia: “Dê risada”, ela disse. “Todo mundo está muito ocupado tentando esquecer suas próprias humilhações para se lembrar da sua. Você não é diferente de ninguém. Por que você acha que anos depois ainda sonhamos que fomos para a escola pelados?” E, de novo, aquilo poderia ser verdade. Mesmo assim eu achava que se por acaso nascesse uma espinha em mim, ela apareceria bem no meio da testa como um sinal indiano, e se a resposta a uma pergunta fosse “espermatozoides”, com certeza seria eu a ser chamada. Acredito que é melhor ter baixas expectativas.


O tipo de livro que leio como água *.* Definitivamente o primeiro da caixa a ser lido!!!
Super ansiosa, e vocês, o que acharam?
Espero que tenham gostado.
Beijos


1 comentários:

@tainara_meow disse...

Hey! Adorei o post e você viu promoção da NC com a Lucinda? Muito bacana né? Será uma honra poder "bater-papo" com a autora.
E eu estou louca pra receber esse livro da Deb Caletti.
Amei teu blog, viu? Estou seguindo, se puder retribuir lá no meu, ficarei feliz *-*
http://foolishhappy.blogspot.com.br/
Xoxo

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