9 de setembro de 2015 • 0 comentários

Entrevista com T.F. Portsan

Coisa boa é autor nacional... 
Ta sempre pertinho, então as notícias chegam rapidinho pra gente, e nada de ter que esperar alguma editora traduzir o livro para publicar aqui.
Eita coisa boa...

E já que o assunto é coisa boa a autor nacional, vim apresentar para vocês o Tiago Santos, que não se contentou apenas em escrever um livro de fantasia com uma história incrível, não senhor, ele também criou um alter ego para escrever esse livro. E é o alter ego que a gente entrevistou!
Então, na verdade, apresento para vocês o T. F. Portsan e o seu livro, Caçadores: A Ascensão das Trevas



AQC: Conte-nos um pouco sobre quem é você.
T.F PORTSAN: As perguntas mais difíceis são aquelas que desejam saber quem somos, porque nem nós mesmos temos essa resposta. Mas, talvez, eu seja, nesse momento, o canal escolhido pelo Clã dos Caçadores para contar a todos o que está acontecendo nos bastidores da nossa sociedade, para trazer à superfície questões e histórias que, até então, não precisavam ser contadas, mas que, por conta da guerra que se aproxima, viu-se a necessidade de torná-las públicas.

AQC - Você sempre gostou de escrever?
T.F PORTSAN: Cresci vendo meus pais lerem e estudarem o tempo quase todo, e acredito que a nossa primeira aprendizagem vem pelo exemplo. Vê-los com livros nas mãos todos os dias, absortos em suas páginas, despertou em mim o interesse de descobrir o que existia de tão extraordinário dentro de algo tão simples. E, junto com a o amor pela leitura, veio o hábito da escrita, porque eu não me contentava apenas em conhecer mundos novos, eu queria dar vida aos meus próprios. 

AQC - Qual foi o momento em que você parou e pensou: "É isso, quero ser escritor!"?
T.F PORTSAN: Esse momento de estalo não existiu para mim. As circunstâncias foram me conduzindo para o meu lugar. Escrever não era a minha primeira opção nem a minha propriedade. Estudei Direito e era encarregado de cuidar da parte burocrática do circo do meu pai. Mas, quando rei Daniel me pediu que escrevesse sobre o Clã dos Caçadores, não pude declinar do convite. Assim, então, tornei-me relator oficial do Clã. 

AQC - Como surgiu a ideia para o livro?
T.F PORTSAN: Surgiu da necessidade vista pelo rei Daniel de contar ao mundo a história dos Caçadores, pois, segundo ele, a iluminação só pode ser alcançada através do conhecimento. Uma grande guerra, travada entre forças poderosas, se prepara para acontecer neste momento, e só quem conhece a história e os objetivos dos Caçadores será capaz de atravessar esse momento de forte turbulência que se aproxima. Por isso a ideia de escrever o livro. Torná-lo um manual para aqueles que desejem lutar ao nosso lado contra a ascensão das trevas. Por muito tempo, nós estivemos escondidos e silenciosos, lutando para proteger a raça humana contra todas as criaturas da noite que vagam e vivem entre as pessoas, mas a situação se tornou mais grave e urgente, e, agora, nós precisamos da ajuda de todos vocês. 

AQC - Você se baseou em alguém da sua vida real para criar algum personagem?
T.F PORTSAN: Todos os personagens e fatos contados no livro são reais e possuem papéis fundamentais para a perpetuação da espécie humana. Entretanto, entendo que isso seja um pouco difícil de compreender, visto que ficamos incógnitos em nossa Sede por tanto tempo, trabalhando sem que as pessoas soubessem da nossa existência, mantendo o equilíbrio entre o mundo humano e o mundo fantástico. Mas lendas são histórias reais nas quais deixamos de acreditar. 



AQC - Você tem algum personagem preferido?
T.F PORTSAN: Tenho amigos queridos que aparecem nas páginas do livro Caçadores - A Ascensão das Trevas. Pessoas que me ajudaram a me encontrar neste novo mundo no qual passei a viver, que me acolheram como faz uma família. Devo muito a eles. 

AQC - Quanto tempo levou para escrever esse livro?
T.F PORTSAN: Segundo as regras d'O Manuscrito dos Ossos, toda a história do Clã dos Caçadores deve ser documentada por relatores oficiais desde o primeiro rei a comandar a Sede. Por conta disso, eu dispunha de um vasto material histórico com o qual pude trabalhar. Copilei as partes mais importantes e essenciais neste primeiro livro, Caçadores - A Ascensão das Trevas, tudo o que vocês precisam saber sobre o nosso trabalho e sobre a guerra perigosa que se aproxima. Levei um ano para organizar o material, e mais três para afinar os detalhes em reuniões com o rei Daniel.  

AQC - Como é o seu processo de escrita? Você se isola, gosta de escrever no barulho, escuta musica... Conta pra gente!
T.F PORTSAN: Meu processo de escrita é chato, beirando o irritante (risos). Não consigo escrever com nenhum barulho nem nada que disperse a minha atenção. Preciso estar mergulhado nas páginas, pois, em se tratando de relatos históricos, qualquer fio solto ou ponto mal explicado pode deixar o conjunto falho e incompreensível. Tenho um escritório, nas reintrâncias da Sede do Clã dos Caçadores, que é afastado do movimento diário da Sede, do barulho dos treinos de espadas, das discussões acaloradas no Grande Salão das Noites. Lá, sozinho, eu consigo escrever durante horas seguidas sem parar. 

AQC - Quem é o seu leitor beta principal, aquele para quem você sempre mostra seus escritos primeiro e sempre escuta a opinião? 
T.F PORTSAN: Meu primeiro leitor é sempre o rei do Clã dos Caçadores. Envio para ele, periodicamente, os capítulos escritos e, juntos, discutimos o que mais precisa ser contado nas páginas. 

AQC - O livro é o primeiro de uma trilogia, o que a gente pode esperar dos próximos? Já tem alguma previsão de lançamento?
T.F PORTSAN: Nos próximos livros, pretendo contar sobre esta guerra que está prestes a acontecer. Ainda não há data para o lançamento, pois ninguém sabe o que será de nós daqui para frente. Estamos tentando minimizar ao máximo os efeitos dessa batalha que se avizinha, mas receio que não será possível, e acredito que todos os seres humanos serão afetados diretamente por uma onda de horror e caos. 

AQC - Quer deixar algum recado para os nossos leitores?
T.F PORTSAN: Neste momento, nós Caçadores precisamos de ajuda. O inimigo contra o qual iremos lutar é muito forte e perigosos, e tememos que a humanidade seja engolida por uma era de trevas e destruição que pode durar centenas de anos. Então, para que isso não aconteça, peço que vocês se juntem a nós, que leiam o livro Caçadores - A Ascensão das Trevas e compreendam qual o nosso verdadeiro papel dentro de uma cadeia de acontecimentos que se desenrolam diariamente. O rei dos Caçadores já despachou diversas ordens para que novos recrutamentos sejam feitos por uma comitiva especial. Então, é melhor que vocês estejam preparados quando o Chefe da Patrulha dos Sentinelas entrar em seus quartos no meio da noite, convidado-os para participar dessa guerra contra a ascensão das trevas. 

Título: Caçadores: A Ascenção das Trevas - Livro I
Autor: T. F Portsan
Editora: Selo Jovem
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Sinopse: Existe uma passagem de fluxo intermitente entre o mundo humano e a dimensão fantástica, que torna esses dois universos uma única porção simbiótica, na qual criaturas místicas andam e vivem entre os humanos sem que estes percebam. Você não se admiraria se, numa noite escura, enquanto atravessa um parque deserto no centro da cidade, esbarrasse em metamorfo sedento por sangue e destruição e, infelizmente, fosse atacado pela fera.
Embora a convivência harmônica e pacífica entre homens e criaturas da noite seja cultivada desde os primeiros reis, encontros como esse, inevitavelmente, podem porventura acontecer, pois, por mais que se tente manter os seres fantásticos invisíveis aos olhos humanos, vez por outra as duas espécies se deparam e o resultado do embate não é sempre dos melhores.
E é para evitar esses encontros que existem os Caçadores, homens e mulheres dispostos a proteger e salvaguardar a espécie humana dos instintos animalescos que movem as criaturas da noite. Os Caçadores são aqueles que, de alguma maneira, tiveram os cursos das suas vidas modificados após o terrível encontro com um ser místico. E por conta disso, são convidados a ingressar no Clã, comprometendo-se a evitar que outras pessoas tenham o mesmo azar que tiveram. São os responsáveis pelo equilíbrio e pela guerra - sempre quando ameaçada a espécie humana, liderados por um rei forte, descendente de uma linhagem antiga e honrosa.

Pelo menos, essa era a tradição até tudo mudar repentinamente.

O Clã dos Caçadores passa por um terrível momento de crise, pois um movimento separatista ameaça rompê-lo entre os leais seguidores do atual rei e os insatisfeitos comandados por uma cúpula de traidores oportunistas que enxergam na fraqueza do momento a oportunidade de tomar o poder.
O mais intrigante, porém, é o fato de o centro causador do caos ser Raul, um jovem Caçador recém-recrutado, no entanto, que traz consigo a promessa de mudança e renovação. A sua chegada ao Clã dos Caçadores marca o fim de um ciclo de dor e sofrimento e abre as portas para o futuro. Raul, entretanto, não possui culpa de ter chegado em momento tão inoportuno, quando o coeso Clã ameaça se dividir e uma guerra que se avizinha contra a raça dos Lupinos, homens-lobos  liderados por um inescrupuloso líder que almeja abrir o portão primeiro para os nove Círculos Inferiores e dar início a Ascensão das Trevas, uma era de horror na qual o Supremo reinará sobre as três dimensões.
Isso poderia estar acontecendo em Oz, Nárnia ou na Terra Média, mas os rumos dessa história estão se desenrolando bem abaixo dos olhos da raça humana, literalmente, em combates nas avenidas das grandes cidades durante as madrugadas, em perseguições sangrentas por jardins e parques, numa guerra que reúne todas as suas forças para se manter invisível, porém que, a qualquer momento, pode irromper as barreiras entre a calmaria e o desenfreado caos, ainda que a Patrulha da Noite do Clã dos Caçadores, seu virtuoso rei e o Guardião da Coroa tentem lutar contra isso.
No meio de tudo isso, o jovem Raul lida com suas próprias guerras interiores, enquanto é perseguido pelos Caçadores revoltosos que desejam a todo custo a sua cabeça. Raul perceberá que existe uma tênue linha entre justiça e vingança que pode passar despercebida quando o calor das nossas emoções, e, a todo custo, precisará decidir se o que busca junto ao Clã dos Caçadores é vingança ou justiça.


#PartiuLer
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