28 de fevereiro de 2013 • 0 comentários

Dicas de Make ~ Só dá Nacionais

Oie gente!!!


Então, para quem ainda não sabe, o nome do blog, Acho Que Cresci, se refere ao fato de eu finalmente ter passado a gostar de algumas coisas que eu supostamente deveria gostar desde criança, como maquiagem, esmaltes, etc.
(eu fazia mais o estilo garota moleca... rsrs)


E confesso que nunca liguei muito para nada disso enquanto crescia, no máximo passava um batom...
Mas enfim, finalmente (yay) eu comecei a me interessar por tudo isso, e devo confessar que o gosto veio "com vontade", acho que pra compensar o tempo perdido. rsrs
Vício bateu forte aqui e ficou gente, sério.
Vidros de esmalte? Já tenho mais de 100!
Maquiagem tem um monte também, cheguei até a doar algumas paletas de sombras porque não estava dando conta de usar, rsrs.
Dai vocês pensam: "Ah nossa, que legal! Com esse monte de maquiagem ela deve saber fazer umas coisas bem legais."
Eu te respondo: "AHAM =D"



Só que não...
O fato é que comecei agora e por isso ainda estou aprendendo, e para isso eu recorro a quê? Tutoriais no Youtube, claro!
E tem muitos tutoriais legais por ai, ensinando os mais variados tipos de maquiagens.
O único problema, na minha opinião, é que vejo o pessoal usando muita maquiagem importada ou aquelas paletas com milhares de cores lindas e maravilhosas, e nem todo mundo tem essas maquiagens.
Dai alguém diz: "Mas ah, deixa de ser boba, substitui pela cor que você tem em casa."
Bom, eu substituo, mas não fica a mesma coisa.
Então o meu objetivo aqui é começar a falar para vocês sobre maquiagens mais acessíveis, como algumas linhas da Avon, Vult e afins, para ver se a gente consegue reproduzir aquelas maquiagens maravilhosas que tanto vemos por ai.
Vou procurar e trazer para vocês vídeos com tutoriais apenas usando maquiagem nacional e, quem sabe, depois eu posso estar fazendo meus próprios videos \o/


Então, para já começar economizando, vai a primeira dica para vocês.
Lápis 6B
Isso mesmo.
Lápis 6B, aqueles para desenho. Ele é um dos melhores para preencher a sobrancelha.
Fica a Dica.

Espero que tenham gostado dessa nova novidade aqui no Blog, e que curtam os posts dessa coluna.
Beijos
26 de fevereiro de 2013 • 1 comentários

Listen ~ I Knew You Were Trouble

Oie gente!!!


Lá vem eu com mais uma indicação de música.
Se bem que acho que todo mundo ou pelo menos uma boa parte das pessoas que visitam o blog, já conhece essa música, então isso fica mais pra uma confissão de vício.
Isso mesmo, vício!
Estou completamente viciada nessa música. #ProntoConfessei
E claro, é dela novamente.


E eu tenho um problema seríssimo!
Sempre que curto algo, aqui no caso específico, uma música, eu fico ouvindo e ouvindo e ouvindo e....
Bem, deu para entender não é?
Só que para não cansar, eu fico buscando versões da música, seja cover ou apenas em shows, e eu tive belas surpresas com a música em questão.
Achei vários covers bem legais, e vou apontar vocês na direção dos meus preferidos ok?
Vamos la!

O primeiro é da minha queridinha Tiffany Alvord.
Essa guria canta super bem, eu adoro os vídeos dela! Dá uma conferida.


Outro que achei bem legal foi o cover da Crystal, ela fez um vídeo com historinha e tudo.


Tem outros super legais também, como o cover dos meninos da Social Networkk e do Alex Goot, e até paródias bem engraçadas como a do MattyBRaps, que é um garotinho super fofo.
Mas, de todos os vídeos que vi, a melhor versão foi a do Walk off the Earth, dá uma olhada.


Só voz, sem instrumentos.
Perfeita!!

Too much Taylor? I know, I´m sorry.

Quer conhecer a letra?
Confere:




I Knew You Were Trouble

Once upon a time, a few mistakes ago
I was in your sights, you got me alone
You found me, you found me, you found me
I guess you didn't care and I guess I liked that
And when I fell hard you took a step back
Without me, without me, without me

And he's long gone when he's next to me
And I realize the blame is on me

Cause I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
'Til you put me down

Oh, I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
Now I'm lying on the cold hard ground

Oh, oh, trouble, trouble, trouble
Oh, oh, trouble, trouble, trouble

No apologies, he'll never see you cry
Pretends he doesn't know that he's the reason why
You're drowning, you're drowning, you're drowning

And I heard you moved on from whispers on the street
A new notch in your belt is all I'll ever be
And now I see, now I see, now I see

He was long gone when he met me
And I realize the joke is on me

I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
'Til you put me down

I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
Now I'm lying on the cold hard ground

Oh, oh, trouble, trouble, trouble
Oh, oh, trouble trouble trouble

And the saddest fear comes creepin' in
That you never loved me or her or anyone or anything, yeah

Oh, oh, trouble, trouble, trouble
Oh, oh, trouble, trouble, trouble

I knew you were trouble when you walked in
Trouble, trouble, trouble
I knew you were trouble when you walked in
Trouble, trouble, trouble

Espero que tenham gostado.
Beijos

23 de fevereiro de 2013 • 3 comentários

Vi por Ai ~ Lançamento Novo Conceito - O Livro do Amanhã

Oi gente!!

Hoje vamos conhecer o último, mas não menos importante, lançamento do mês de fevereiro da Editora Novo Conceito!



Autor: Cecelia Ahern
Titulo: O Livro do Amanhã
Editora: NOVO CONCEITO 
Ano: 2013
Edição: 1
Número de páginas: 368
Tema: ROMANCE
Lançamento: 18/02/2013
Sinopse: Tamara Goodwin sempre teve tudo o que quis e nunca precisou pensar no amanhã. Contudo, de repente, seu mundo vira de cabeça para baixo e ela precisa trocar sua confortável vida da metrópole por uma cidadezinha do interior. Assim, Tamara logo se sente solitária e louca para voltar para casa.

Então, uma biblioteca itinerante chega ao vilarejo, trazendo junto um misterioso livro de couro trancado com uma fivela dourada e um cadeado. O que Tamara descobre ao longo de suas páginas a deixa surpresa. E tudo começa a mudar das maneiras mais inesperadas possíveis... Será possível mudar o amanhã?


Sobre a autora





Antes de engrenar na carreira de escritora, Cecelia Ahern se formou em Jornalismo e Comunicação. Aos 21 anos, escreveuseu primeiro romance, P.S. Eu te amo,que se tornou um best-seller internacional e foi adaptado para o cinema. Seus outros romances — A Vez da Minha Vida, Onde Terminam os Arco-íris, Aqui é o Melhor Lugar, Se Você Me Visse Agora e As Suas Lembranças São Minhas — foram todos best-sellers #1. Cecelia foi uma das criadoras da série de TV Samantha Who?,que ganhou um Emmy. Seus livros foram publicados em 46 países. Foram vendidas mais de 20 milhões de cópias no mundo todo. A autora mora em Dublin (Irlanda) com sua família.





Trecho do Livro



Dizem que uma história perde algo cada vez que é contada. Se assim for, esta nada perdeu, pois a contarei pela primeira vez.Trata-se de uma história que, para lê-la, algumas pessoas terão de afastar a descrença. Se isso não estivesse acontecendo comigo, eu me incluiria entre elas.Muitas não precisarão se esforçar para acreditar, pois já tiveram as mentes abertas, destrancadas por qualquer tipo de chave que as faz acreditar. Estas nasceram assim ou, ainda bebês, quando as mentes assemelham-se a pequenos botões, nutriram-nas até se abrirem, aos poucos, as pétalas e as prepararam para que a própria natureza da vida as alimentasse. Com o cair da chuva e o brilho do sol, elas se mantêm em contínuo desabrochar; com as mentes assim abertas, passam pelas circunstâncias da vida decididas e tolerantes, veem luz na escuridão, possibilidades em becos sem saída, experimentam vitória quando outras expressam fracasso, questionam quando outras aceitam. Apenas menos embotadas, menos cínicas. Com menos probabilidade de entregarem os pontos. Em outras pessoas, as mentes se abrem mais tarde na vida, pela tragédia ou pelo triunfo. Ambos funcionam como a chave que abre e ergue a tampa daquela caixa que sabe-tudo e aceitam o desconhecido, dizem adeus ao pragmatismo e às linhas retas.Por outro lado, existem aquelas cujas mentes não passam de um buquê de talos, dos quais brotam botões quando elas apreendem uma nova informação — um novo botão para cada novo fato —, mas nunca se abrem, jamais florescem. Trata-se das pessoas de letras maiúsculas e pontos finais, mas nunca de pontos de interrogação e elipses...Meus pais são dessa espécie de pessoas. O tipo sabe-tudo. O tipo “se não consta de um livro ou não se ouviu falar a respeito em lugar algum antes: não seja ridículo!”. São pensadores lineares com as cabeças cheias de botões das mais belas cores, tão bem cuidados e tão deliciosamente perfumados, mas que nunca se abriram, nem se mostraram leves ou delicados o suficiente para dançar com a maré; corretos e rígidos, tão prosaicos que permaneceram botões até o dia da morte.Bem, minha mãe não morreu.Ainda não. Não em termos médicos, mas, embora ela não esteja morta, com certeza não está viva. Parece um defunto ambulante que murmura com os lábios fechados de vez em quando, como se para testar se continua viva. De muito distante, você consideraria que ela está muito bem. Mas, de perto, nota-se que o batom rosa-shocking revela-se um pouquinho irregular e que tem os olhos cansados e sem vida, como uma daquelas casas de estúdio dos programas de TV — tudo fachada, nada de substância. Circula pela casa, desloca-se de um cômodo a outro de penhoar com mangas em forma de sino pendendo ondulantes, como se ela fosse uma jovem beldade do sul norte-americano em E o Vento Levou..., com todas as incessantes preocupações adiadas para o dia seguinte. Apesar de seu gracioso deslizar de cisne ao se deslocar entre um quarto e outro, ela esperneia furiosa sob a superfície, em violenta agitação, na tentativa de manter a cabeça erguida, e nos lança um ou outro sorriso de pânico, para sabermos que ela continua ali, embora isso não nos convença.Ah, não a culpo! Que luxo deve ser desaparecer, como ela fez, e deixar a todos os demais a tarefa de arrumar a bagunça e recuperar quaisquer fragmentos de vida que restaram.Eu ainda não lhe disse uma coisa, você deve estar muito confuso.Meu nome é Tamara Goodwin. Uma dessas terríveis locuções, que desprezo. Ou é ou não é uma vitória. Como “triste perda”, “sol quente” ou “muito morto”. Duas palavras que aparecem juntas desnecessariamente, quando bastaria uma. Às vezes, quando dou meu nome, elimino uma sílaba: Tamara Good, o que constitui uma ironia, pois nunca fui nada boazinha, ou Tamara Win, o que sugere, em tom de brincadeira, uma sorte que simplesmente não existe.Tenho 16 anos, é o que me dizem. Questiono minha idade agora porque me sinto com o dobro. Aos 14, sentia-me com 14. Agia como se tivesse 11 e queria ter 18. Mas, nos últimos meses, envelheci alguns anos. É possível isso? Botões fechados diriam que não, com um meneio da cabeça; mentes abertas responderiam “talvez”. “Tudo é possível”, acrescentariam. Bem, não é.Nem tudo é.


As capas do livro da Cecilia são sempre lindas não é?
E bom, todos já sabemos o quanto ela escreve maravilhosamente bem.
E ai, o que acharam?
Espero que tenham gostado!!
Beijos

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Vi Por Ai ~ Eventos ~ Novo Conceito

Oi pessoal!!

Olha só essa super novidade da editora Novo Conceito!!

Vocês já conhecem a Lucinda Riley certo?


Autora de Casa das Orquídeas e A Luz através da Janela e com mais de 1,7 milhões de livros no mundo todo!





















Então, a autora esteve no Brasil para a Bienal do livro em 2012, e ficou tão encantada com a terrinha que decidiu que o seu próximo romance se passará no Brasil, mais precisamente na cidade do Rio de Janeiro.
Então na próxima semana ela desembarca no Rio, passa quatro dias conhecendo a cidade ao lado de uma historiadora e parte pra Búzios, onde vai se refugiar para escrever o seu próximo romance. *.*
E claro, a Novo Conceito não perdeu a oportunidade!
Aproveitou o lançamento do seu espaço na rede social Google+ para promover um bate papo com a autora!! \o/

Ficou com vontade não é?

Então é só participar do Concurso Cultural da editora para tentar conseguir a sua vaga no bate papo, ou a chance de ter uma de suas perguntas selecionada para a entrevista!!
E mais, os leitores que fizerem as vinte melhores perguntas também vão ganhar um exemplar de A Luz através da Janela autografado!!!!




Espero que tenham gostado da novidade!
Beijos

22 de fevereiro de 2013 • 1 comentários

Vi Por Ai ~ Lançamento Novo Conceito - Meu Amor, Meu Bem, Meu Querido

Oie gente!!!

Quer conhecer um pouco de mais um dos lançamentos da Novo Conceito?


Autor: Deb Caletti
Titulo: Meu Amor, Meu Bem, Meu Querido
Editora: NOVO CONCEITO 
Ano: 2013
Edição: 1
Número de páginas: 240
Tema: TEEN
Lançamento: 18/02/2013
Sinopse: Ruby McQueen nunca tivera problemas sendo boazinha, e sempre fez questão de ter um bom relacionamento com sua família, ir bem na escola e tomar boas decisões. Esse é o motivo do porquê ninguém fica mais surpreso do que ela mesma quando o mau caráter Travis Becker a suga para seu mundo de privilégios e ilegalidades, e ela o segue voluntariamente. No entanto, quando Ruby faz o impensável, começa uma louca aventura de várias gerações, conforme seus entes mais íntimos fazem de tudo para salvá-la dela mesma. Será que um verão pode mudar o que Ruby sabe sobre o verdadeiro amor, a família, o destino e seu próprio coração?


Sobre a autora




Deb Caletti e sua família vivem metade do tempo no subúrbio de Seattle e outra metade em um barco, num tipo de casa flutuante. Suas melhores inspirações vêm de sua mãe, seus filhos e de seu cachorro, os quais não parecem se importar. Quando não está escrevendo ou lendo livros, Deb se dedica à pintura e a aulas.













Trecho do livro




A primeira coisa que descobri sobre Travis Becker foi que ele estacionava a moto no jardim da frente de casa. Dava para ver os rastros dos pneus desde cima até abaixo, na colina, cortando belamente o gramado como se fosse um campo de golfe. Aquilo era tudo o que eu deveria saber até então. Nem sempre sou precipitada. O que aconteceu durante o verão, nas férias escolares, não foi precipitação. Foi um momento, um único momento que pode mudar as coisas se você decidir tentar ser uma pessoa diferente. Tenho certeza de que decidi no momento em que vi a superfície de metal brilhando sob o sol e querendo ser tocada, como se fosse mesmo um convite. Charles Whitney — ele também tomou uma decisão como essa —, lá pelos idos de 14 de agosto de 1945, quando jogou a bituca do cigarro no meio da rua e pisou com o sapato; e o mesmo fez minha mãe, quando decidiu roubar Lillian.“Precipitada” é a última coisa pela qual você pode me chamar. “Tímida” é a palavra mais adequada. Sou notavelmente conhecida por ser solitária, caráter dominante. Você sabe a que me refiro — a Gorda, o Altão, o CDF. Eu sou a Garota Calada. Cheguei a ouvir, anos atrás, enquanto saía do banheiro: “Conhece Ruby McQueen?”, alguém perguntou. Acho que foi Wendy Craig, em cujos tornozelos eu havia dado uma bela de uma pancada no jogo de hóquei. E em seguida alguém respondeu: “Ah, tá falando da Garota Calada?”.A culpa desse meu comportamento calado se deve a duas situações, embora minha mãe diga que eu sempre fui do tipo observadora e que faço pesquisas antropológicas sobre a raça humana — tal qual Jane Goodall, em Os chimpanzés de Gombe. Ela tem razão quanto a personalidade ter um papel nisso. Às vezes, me sinto mais frágil e distante do mundo em relação às outras pessoas; muito sensível, o tipo cujo coração se transfere para objetos inanimados: um único pé de meia, um campo de neve marcado por pegadas, uma única fruta no galho de árvore. Mas é verdade que experiências humilhantes podem minar a sua confiança, como sal em água.Estava tudo indo bem no 6º ano, até que escorreguei em uma pilha de papéis brilhantes na garagem, quebrei o cóccix e tive de levar uma boia inflável para me sentar na carteira da escola. Antes disso, eu costumava levantar a mão e me sentar na fileira da frente sem medo de ser observada. Mas eu tinha dores de barriga de humilhação só de pensar naquela boia. “Parece um vaso sanitário”, Brian Holmes disse, e a já citada Wendy Craig gargalhou. E ele tinha razão: alguns vasos têm essa tampa fofa que geralmente decoram banheiros cafonas.Com perdão do trocadilho, eu estava começando a deixar tudo para trás. Tinha quase apagado da memória Mark Cummings e Dede Potter jogando frescobol com boia, durante o almoço, e tentava me lembrar do que minha mãe dizia: que Brian Holmes iria, com certeza, ficar careca e daria aulas de revisão de Matemática e que Mark Cummings era gay e ainda não sabia. E aí aconteceu novamente: a experiência de humilhação, parte dois. Justo quando você acha que está pronto para sair na chuva e se molhar de novo. Dessa vez, a culpa tinha sido minha. Eu colocara uns miniabsorventes debaixo dos braços para disfarçar o suor durante o exame de Ciências, e um deles caiu, enquanto eu andava até a prancha de papéis. Em casa, pareceu uma ideia genial colocar os absorventes sob a manga da camisa. Por que ninguém havia pensado nisso antes? Mas assim que comecei a falar, vi que o do braço direito tinha escorregado quando fiz um gesto leve. Tentei manter o braço colado ao corpo como soldado. “Apenas porque um organismo é unicelular não signi‑fica que não seja curioso.” Por fim, tive de virar a página na prancha e então o miniabsorvente escorregou como num tobogã íngreme, caindo no chão de modo vitorioso e higienicamente branco. Todo mundo riu.Depois disso, virei a Garota Calada. Parecia a coisa mais segura a fazer enquanto me sentia embaraçada como a amada que é perseguida por um ex‑namorado. Novamente, minha mãe deu uma de sábia: “Dê risada”, ela disse. “Todo mundo está muito ocupado tentando esquecer suas próprias humilhações para se lembrar da sua. Você não é diferente de ninguém. Por que você acha que anos depois ainda sonhamos que fomos para a escola pelados?” E, de novo, aquilo poderia ser verdade. Mesmo assim eu achava que se por acaso nascesse uma espinha em mim, ela apareceria bem no meio da testa como um sinal indiano, e se a resposta a uma pergunta fosse “espermatozoides”, com certeza seria eu a ser chamada. Acredito que é melhor ter baixas expectativas.


O tipo de livro que leio como água *.* Definitivamente o primeiro da caixa a ser lido!!!
Super ansiosa, e vocês, o que acharam?
Espero que tenham gostado.
Beijos


21 de fevereiro de 2013 • 0 comentários

Vi Por Ai ~ Lançamento Novo Conceito - A Caçada

Oie

Mais um lançamento do mês de fevereiro.


Autor: Clive Cussler
Titulo: A Caçada
Editora: NOVO CONCEITO
Ano: 2013
Edição: 1
Número de páginas: 384
Lançamento: 18/02/2013
Tema: AVENTURA
Sinopse: Por décadas, Clive Cussler vem deleitando leitores com romances repletos de suspense, ação e pura audácia. Agora, ele faz isso novamente, em um dos mais loucos e estimulantes thrillers de época dos últimos anos.

O governo norte-americano contrata a renomada Agência de Detetives Van Dorn e seu agente igualmente renomado, Isaac Bell, para capturar um lendário ladrão de bancos conhecido como Assaltante Açougueiro. Este assassinara homens, mulheres e crianças, sem deixar nenhuma pista nem testemunhas. O detetive Bell lidera a busca e finalmente descobre a verdadeira identidade do Assaltante Açougueiro. E nesse momento inicia-se a verdadeira caçada.

Com um enredo intrincado, dois vilões extraordinários e a assinatura de Cussler em reviravoltas surpreendentes, A Caçada é o trabalho de um mestre no auge de seu talento.


Sobre o Autor




Clive Cussler é autor de mais de 50 livros, incluindo 22 romances do personagem Dirk Pitt,10 aventuras da série NUMA Filese, nove livros da série Oregon Files. Seus romances destacaram-se no The New York Times entre os mais vendidos nos Estados Unidos. Já entre suas obras de não ficção destacam-se The SeaHunters e The SeaHunters II. Estas narram as aventuras reais de Cussler em busca por navios naufragados de importância histórica. Com sua tripulação de voluntários, Clive Cussler descobriu mais de 60 navios, incluindo o submarino americano Hunley, há muito dado como perdido. No Brasil, a Editora Novo Conceito já lançou O Espião — outra aventura do detetive Isaac Bell — e O Reino, uma aventura do casal Fargo. Atualmente, Clive Cussler vive no Arizona, Estados Unidos.




Trecho do Livro


Quem quer que visse um beberrão desamparado descendo a Avenida moon lentamente, oscilando, naquela tarde em Bisbee, o teria confundido com algo que ele não era: um homem que envelhecera antes do tempo trabalhando nas minas que passavam por dentro das montanhas ricas em minerais sob a cidade. Sua camisa estava imunda e ele cheirava mal. Um suspensório estava rasgado e a calça esfarrapada estava metida em botas gastas e esgotadas, que deveriam ter sido jogadas no lixão muito tempo atrás. O cabelo emaranhado e oleoso descia solto até os ombros, misturando--se à barba não aparada que chegava a meio caminho de seu estômago saliente. Ele enxergava através de olhos de um castanho tão escuro que era quase negro. Não havia expressão neles; pareciam frios, quase perversos. Um par de luvas de trabalho cobria suas mãos, que nunca haviam segurado pá ou picareta. Debaixo de um braço, ele carregava um velho saco de aniagem que parecia vazio. No tecido sujo estava gravado em estêncil, quase caprichosamente, o nome companhia Douglas de Alimentos & Grãos, Omaha, Nebraska.O velho parou por um minuto e encostou-se a uma cerca na esquina da Avenida moon com a Tombstone Canyon Road. Atrás dele havia um saloon, quase vazio por ainda ser meio-dia e seus clientes habituais estarem trabalhando duro nas minas. As pessoas andando e fazendo compras na pequena cidade mineradora não lhe lançaram mais que um olhar rápido, enojado. Quando passavam, ele tirava uma garrafa de uísque de um bolso da calça e bebia um grande gole antes de recolocar a tampa e guardá-la. Ninguém poderia saber que aquilo não era uísque, mas chá.Para um dia de junho, estava quente; ele imaginou que a temperatura deveria estar acima dos 32 graus. Sentou-se de novo e viu um bonde passar por toda a rua, puxado por um velho cavalo. os bondes elétricos ainda não haviam chegado a Bisbee. A maior parte dos veículos nas ruas ainda eram carroças e diligências. A cidade tinha apenas um punhado de automóveis e caminhões de entrega, e nenhum estava em evidência.Ele conhecia o suficiente sobre o lugar para saber que fora fundado em 1880 e nomeado em homenagem ao juiz DeWitt Bisbee, um dos investidores por trás da mina de Cobre Queen. Uma comunidade razoavelmente grande; sua população de 20 mil pessoas fazia dela a maior cidade entre São Francisco e St. Louis. Apesar das muitas famílias dos mineiros que viviam em casas de madeira, a economia se baseava principalmente nos saloons e em um pequeno exército de senhoras moralmente ambíguas.A cabeça do homem pendia sobre seu peito. Parecia um bêbado cochilando. No entanto, era uma farsa. Ele estava consciente de cada movimento a seu redor. ocasionalmente, olhava pela rua em direção ao Banco Nacional de Bisbee. Ele observou com interesse, através dos olhos semicerrados, enquanto um caminhão com acionamento por corrente e pneus bem sólidos chacoalhou em direção ao banco. Havia somente um guarda, que saiu do caminhão carregando um grande saco de notas recém-impressas. Alguns minutos depois, o homem teve ajuda do caixa do banco para passar pela porta carregando um pesado cofre e levá-lo até o caminhão.


*.*
E Ai, o que acharam?
Eu ainda não li nenhum livro do Clive, estou super ansiosa por esse!!
Espero que tenham gostado.
Beijos


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Vi Por Ai ~ Lançamento Belas Letras - Tesão - Tico Santa Cruz

Oie gente!!!

Eu estou super atrasada nessa informação, tenho certeza de que vocês já leram sobre esse lançamento nos blogs amigos, mas mesmo assim queria trazer a informação para vocês.


"Esqueça a ordem poética da sedução neste livro de Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas Roque Clube. Porque os contos e poemas eróticos de Tesão conduzem o leitor a um mundo sem limites, sem preconceitos. A uma atmosfera enigmática que instiga a imaginação e desperta o desejo por uma aventura que entorpece o corpo. Carne, sexo, violência e força – o encontro de dois animais num confronto vital pela continuação da existência. O primitivo, o condenável, o que os outros não têm coragem de levar adiante por medo do pecado e do julgamento divino. Um prazer que assassinou a culpa, depois cuspiu o sangue no chão."







Aposto que muita gente ta cheia de curiosidade pra ler o livro não é?
Bem, o que eu posso te oferecer agora é um QR Code que te direciona para um trecho desse livro cheio de desejo, mas lembre-se que você precisa de um celular, tablet ou afins e um app específico para ler o código ok? 






Bem, como eu mencionei antes, eu estou meio atrasada nessas informações, então estou deixando 3 QR Codes pra vocês ok? São três trechos diferentes para você se deliciar!!
Espero que gostem.
Beijos!!
20 de fevereiro de 2013 • 0 comentários

Vi Por Ai ~ Lançamento Novo Conceito ~ Após a Tempestade

Oie gente!!!

Hoje vamos conhecer mais um dos lançamentos da editora Novo Conceito para o mês de fevereiro, e é a vez de saber mais sobre o livro Após a Tempestade.




Autor: Karen White
Titulo: Após a Tempestade
Editora: NOVO CONCEITO
Ano: 2013
Edição: 1
Número de páginas: 416
Lançamento: 25/02/2013
Tema: ROMANCE
Sinopse: Quando Julie tinha 12 anos, sua irmã mais nova desapareceu e nunca mais foi encontrada. Uma perda que corroeu os laços familiares e deixou sua mãe obcecada pela busca da irmã.

Já adulta e com um prestigiado emprego, Julie conhece Monica, que a faz lembrar muito de sua irmã desaparecida há 17 anos. Elas se tornam melhores amigas, uma amizade que começa como um processo de cura para Julie.

No entanto, uma fatalidade abate a amizade e Julie se vê responsável pelo filho de Monica. Ela decide levar o menino para Biloxi, Mississippi, para encontrar a família que ele não conhecera.

A partir dessa viagem, Julie descobrirá segredos que estão ligados a sua família e seu passado...


Trecho do Livro


Morte e perda nos devastam. Assim como as lembranças. À semelhança da batida incessante do rio Mississippi de encontro aos diques, elas escalam com uma doçura enganosa antes de tomarem conta de nosso coração e de puxá-lo para baixo. Ao menos, foi o que Mônica me contou. Mônica fora a guardiã das lembranças do grande rio lamacento que banhava a Crescent City, da água espumante do golfo e da casa branca luminosa situada à frente dele.

Minha família se estabeleceu em Massachusetts cerca de cem anos depois dos Peregrinos, e a criação rígida que tive na Nova Inglaterra deixou-me despreparada e um tanto pasma em relação a Mônica, com seu 
sotaque estranho, que enrolava algumas palavras e pronunciava outras mal, que não era nem sulista nem do Norte, porém uma estranha combinação dos dois. As histórias que contava sobre sua infância eram temperadas com os altos e baixos do sotaque, quase me fazendo esquecer que ela tinha virado as costas abruptamente para aqueles lugares que existiam de forma tão vívida em suas lembranças e jamais voltara. Assim como eu, Mônica era órfã por opção, morando e trabalhando na cidade de Nova York, as duas tentando empenhadamente fingir que pertencíamos àquele lugar.
Recostei-me no assento do motorista da minivan e, pelo retrovisor, olhei para Beau, o garotinho órfão de mãe de Mônica; o medo e a ansiedade que vinham me seguindo tomaram conta de novo. Durante os dois últimos meses, eu passara de uma workaholic — que trabalhava em uma conceituada casa de leilões, sem nenhuma outra responsabilidade a não ser o aluguel mensal e as contas do dia a dia — à guardiã de um menino de 5 anos, desempregada e falida, dona de uma minivan caindo aos pedaços e, aparentemente, proprietária de uma casa de praia em Biloxi, no Mississippi, com o nome duvidoso de River Song. 
Apesar de ter passado quase a vida inteira colecionando coisas, me sentia confusa para explicar minhas aquisições recentes.
Beau se remexeu e eu me vi torcendo para que ele continuasse dormindo por pelo menos mais uma hora. Embora tivéssemos parado para pernoitar em Montgomery, no Alabama, ficar escutando horas intermináveis de música da Disney era demais para meus nervos já em frangalhos. Por quase 20 horas, vínhamos rodando para o sul em uma van fabricada durante o governo Reagan, passando por cidades e por um cenário que me faziam pensar se eu não tinha tomado uma direção errada, indo parar em um país estrangeiro. Depois de recordar algumas das histórias que Mônica me contara sobre ter crescido no Sul, me dei conta de que eu provavelmente tinha.

 Gente, eu sinto que vou chorar tanto lendo esse livro....
E ai, o que vocês acharam?
Espero que tenham gostado!

19 de fevereiro de 2013 • 1 comentários

Vi Por Ai ~ Lançamento Novo Conceito - Lições de Vida

Oie gente!

Está na hora de conhecer os lançamentos de fevereiro da Editora Novo Conceito!!
Como esses vieram com trechos disponíveis, vou fazer um post para cada um dos lançamentos, assim dá para pegar o máximo de informações sobre os livros ok?

O primeiro da lista é o livro Lições de Vida.

Autor: Anne Tyler
Titulo: Lições de Vida
Editora: NOVO CONCEITO 
Ano: 2013
Edição: 1
Número de páginas: 368
Tema: Romance
Lançamento: 25/02/2013
Sinopse: Maggie Moran e seu marido são comuns, até um pouco tediosos. E é esse realismo que torna esta história tão eficaz e comovente...

Começa em um dia de verão, quando Maggie e Ira viajam de Baltimore para a Pensilvânia para um funeral. Maggie é impetuosa, desastrada, desajeitada, propensa a acidentes e tagarela. Ira é reservado, preciso, respeitável, tem uma mania irritante de assobiar músicas que traem seus pensamentos mais profundos e acha que sua esposa transforma os fatos de maneira que se encaixem na sua opinião sobre as pessoas que ama. Ambos sentem que seus filhos são estranhos, que a cultura das novas gerações está indo por água abaixo e que, de alguma forma, se enganaram com essa sociedade cujos valores não reconhecem mais. Mas esta viagem vai levá-los a refletir sobre estas angústias, e vai mostrá-los como é importante reavaliar seus sentimentos.


Sobre a autora




Anne Tyler nasceu em 1941, em Minneapolis, Minnesota (EUA), e cresceu em Raleigh, Carolina do Norte. Lições de Vida, seu 11º romance, ganhou o Pulitzer Prize. Membro da Academia Americana de Artes e Instituto, ela mora em Baltimore, Maryland.















Trecho do livro


Maggie e Ira Moran tinham que ir a um funeral em Deer Lick, Pensilvânia. Uma velha amiga de Maggie havia perdido o marido. Deer Lick ficava numa estrada rural estreita a cerca de 150 quilômetros ao 
norte de Baltimore e o funeral fora marcado para as dez e meia da manhã de sábado, então Ira calculou que eles deveriam sair de casa às oito. Isso o deixou irritado (ele não era do tipo que gosta de acordar cedo). Além disso, o sábado era seu dia mais atribulado no trabalho e não havia ninguém para substituí‑lo. Para completar, o carro estava no funileiro. Ele precisava de grandes reparos e somente no sábado de manhã, quando a funilaria abrisse, exatamente às oito, eles consegui‑riam pegá‑lo. Ira disse que talvez fosse melhor não ir ao funeral, mas Maggie afirmou que eles tinham que ir. Ela e Serena haviam sido amigas a vida toda. Ou quase a vida toda: 42 anos, que começaram na classe de primeiro ano da Srta. Kimmel.
Eles tinham planejado acordar às sete, mas Maggie devia ter programado o despertador para o horário errado e eles acordaram tarde. 
Tiveram que se vestir às pressas e engolir o café da manhã, fazendo café com a água quente da torneira e comendo cereal frio. Em seguida, Ira caminhou até a loja para deixar um bilhete para seus clientes e Maggie foi até a funilaria. Ela estava usando seu melhor vestido — preto e branco com estampa floral e mangas morcego — e sapatos pretos de salto, por causa do funeral. Os saltos eram de tamanho médio, mas atrasavam seu caminhar mesmo assim; ela estava mais acostumada aos solados de crepe. Outro problema era que os fundilhos de sua meia‑calça haviam, de alguma maneira, escorregado até a metade de suas coxas, então ela tinha que dar passos diminutos e forçados, como um brinquedinho de corda troncudo rodando pela calçada. 
Por sorte, a funilaria ficava somente a alguns quarteirões de distância (nesta parte da cidade as coisas eram misturadas — pequenas casas de madeira como a deles em meio a estúdios fotográficos, cabeleireiros, autoescolas e clínicas pediátricas). E o tempo estava perfeito — um dia quente e ensolarado de setembro, com brisa suficiente para refrescar o rosto. Ela assentou sua franja num ponto em que parecia querer virar um cacho solto. Levava sua bolsa de festa debaixo do braço. Virou à esquerda na esquina e lá estava a oficina Harbor Body and Fender, com as portas verdes descascadas já suspensas e aquele cavernoso interior com um cheiro cortante de tinta que a fazia lembrar‑se de esmalte de unhas.
Já viera com o cheque pronto e o gerente disse que as chaves estavam no carro, então ela demorou muito pouco lá dentro. O carro, um velho Dodge cinza‑azulado, estava estacionado nos fundos da oficina. 
Fazia anos que ele não parecia tão bonito. Eles arrumaram o para‑choque, trocaram a tampa deformada do porta‑malas, retiraram meia dúzia de amassados aqui e ali e cobriram os pontos de ferrugem nas portas. Ira tinha razão: não havia necessidade de comprar um carro novo. Ela sentou‑se à direção. Quando ligou a ignição, o rádio começou a funcionar — era o programa de Mel Spruce, AM Baltimore, que recebia ligações dos ouvintes. Ela deixou o rádio ligado por enquanto. Ajustou o banco, que havia sido colocado para trás por alguém mais alto, e puxou o espelho retrovisor um pouco para baixo. Seu próprio rosto apareceu nele, redondo e ligeiramente brilhante, e seus olhos azuis se espremeram nos cantos como se ela estivesse preocupada com alguma coisa, quando na verdade estava somente se esforçando para enxergar na penumbra. Ela engatou a marcha e deslizou vagarosamente na direção da frente da oficina, onde o gerente franzia a testa para uma prancheta diante de seu escritório. 
A pergunta de hoje no AM Baltimore era: “O que faz um casamento ideal?”. Uma mulher estava telefonando para dizer que eram os interesses comuns. “Como os dois assistirem ao mesmo tipo de programa na TV” ela explicou. Maggie não dava a mínima para o que fazia um casamento ideal (ela estava casada havia 28 anos). Abriu a janela e gritou:
— Eu já vou!
O gerente levantou os olhos da prancheta. Ela passou por ele — uma mulher resolvida e, pelo menos desta vez, usando batom, sapatos de salto e dirigindo um carro sem arranhões. 
Uma voz suave rádio disse: “Bem, eu vou me casar novamente. A primeira vez foi por amor. Foi por amor verdadeiro e não deu certo. No próximo sábado, vou me casar para ter segurança”.
Maggie olhou para o mostrador do rádio e disse:
— Fiona?
Ela quis brecar, mas acabou acelerando e disparou para a rua. Um caminhão da Pepsi que vinha da esquerda bateu em seu para‑lama dianteiro — o único lugar que nunca, até agora, sofrera algum dano.
No passado, quando Maggie jogava beisebol com seus irmãos, ela costumava se machucar, mas dizia que estava tudo bem, por medo de que eles a fizessem abandonar o jogo. Ela se empertigava e corria sem 
mancar, mesmo que seu joelho a estivesse matando de dor. Ela se recordou disso quando o gerente veio correndo e gritando:
— O que foi? A senhora está bem?
Ela olhou para a frente de maneira digna e disse‑lhe:
— Mas é claro. Por que pergunta? — E arrancou antes que o motorista do caminhão de Pepsi pudesse sair da cabine, o que provavelmente foi melhor, considerando a expressão no rosto dele. Mas acontece que seu 
para‑lama começou a fazer um ruído irritante, parecido com um pedaço de lata arranhando o asfalto, então, assim que ela virou a esquina e os dois homens — um coçando a cabeça e o outro balançando os braços 
— desapareceram de seu espelho retrovisor, ela parou o carro. Fiona não estava mais no rádio. Em vez dela, uma mulher com voz áspera de tenor estava comparando seus cinco maridos. Maggie desligou o motor e saiu. Ela viu o que causava o barulho. O para‑lama estava virado para dentro, de modo que o pneu raspava nele; ela ficou surpresa que a roda ainda conseguisse rodar. Agachou‑se na guia, agarrou a borda do para‑lama com as duas mãos e puxou (lembrou‑se de ter se acocorado bem baixo em meio à vegetação alta do campo externo e, sorrateiramente, contraindo‑se, tirar o brim de sua calça de cima da mancha de sangue em seu joelho). Flocos de tinta cinza‑azulada caíram em seu colo. Alguém passou na calçada por trás dela, mas ela fingiu não notar e puxou novamente. Desta vez o para‑lama se mexeu; não muito, mas o suficiente para não tocar no pneu, e ela levantou‑se e sacudiu a poeira das mãos. Depois, entrou no carro e deixou‑se ficar lá sentada por um minuto.
— Fiona! — ela disse novamente. Quando ligou o motor, o rádio anunciava empréstimos bancários e ela o desligou.
Ira esperava na frente da loja, diferente e estranhamente galante em seu terno azul‑marinho. Um chumaço de cabelo preto todo grudado e com fios grisalhos se pendurava sobre sua testa. Acima dele, uma placa de 
metal balançava com a brisa: 
LOJA DE MOLDURAS DO SAM. 
EMOLDURAMOS FOTOGRAFIAS. FAZEMOS MONTAGENS. 
EXIBA SEU BORDADO DE MODO PROFISSIONAL. 
Sam era o pai de Ira, que não tinha nada a ver com o ramo até que seu coração ficara “fraco”, 30 anos atrás. Maggie sempre colocava a palavra “fraco” entre aspas. Ela fez questão de ignorar as janelas do apartamento que ficava acima da loja, onde Sam amargava seus dias vazios cheio de câimbras e rabugice junto às duas irmãs de Ira. Ele, provavelmente, devia estar observando tudo. Ela encostou o carro e passou para o banco do passageiro.
A expressão de Ira ao analisar o carro daria um estudo. Começando com agrado e aprovação, ele deu a volta no capô e estacou ao se deparar com o para‑lama esquerdo. Seu rosto comprido e ossudo ficou ainda 
mais comprido. Seus olhos, já tão apertados que não dava para dizer se eram pretos ou simplesmente castanho‑escuros, viraram ranhuras perplexas que olhavam para baixo. Ele abriu a porta, entrou e lançou‑lhe 
um olhar pesaroso.
— Aconteceu um imprevisto — Maggie disse.
— No caminho daqui para a funilaria?
— Eu ouvi a Fiona no rádio.
— São cinco quadras! Só cinco quadras.
— Ira, a Fiona vai se casar.
Ele parou de pensar no carro e ela ficou aliviada. Algo se dissipou de sua expressão. Ele encarou‑a por um instante e disse:
— Que Fiona?
— Fiona, sua nora, Ira. Quantas Fionas nós conhecemos? Fiona, a mãe da sua única neta, e agora ela vai se casar com um completo estranho só para ter segurança.
Ira deslizou o banco para trás e afastou o carro da guia. Ele parecia estar tentando ouvir alguma coisa — talvez o ruído da roda raspando. 
Mas, evidentemente, o puxão que ela dera no para‑lama resolvera a questão. Ele disse:
— Onde você soube disso?
— No rádio, enquanto eu dirigia.
— Eles anunciaram isso no rádio?
— Ela ligou para a emissora.
— Parece meio... arrogante, sinceramente — disse Ira.
— Não, ela só estava... ela disse que o Jesse foi o único cara que ela amou de verdade.
— Ela disse isso no rádio?
— Era um programa desses em que os ouvintes participam, Ira.
— Ora essa, eu não sei por que todo mundo tem que sair por aí se expondo em público hoje em dia — disse Ira.
— Você acha que o Jesse pode ter ouvido? — perguntou Maggie. Ela acabara de pensar nisso.
— O Jesse? A esta hora? Se ele se levantar ao meio‑dia, já é bom sinal.
Maggie não discutiu, mas poderia. A verdade era que Jesse acordava cedo porque, afinal, trabalhava aos sábados. O que Ira queria dizer é que Jesse era preguiçoso. (Ira era muito mais severo com o filho do que 
Maggie. Ira não via tantas qualidades nele.) Ela olhou para a frente e viu as lojas e casas passando, os poucos pedestres passeando com seus cães. O verão tinha sido dos mais secos de que ela se lembrava e as calçadas estavam opacas. O ar estava pesado. Um menino diante da mercearia Poor Man’s tirava cuidadosamente o pó dos aros de sua bicicleta com um pano.


E ai, gostaram?
Eu acho que esse vai ser um daqueles livros que nos levam a refletir sobre nós mesmos, e estou ansiosa para ler!!
E vocês?
Espero que tenham gostado!
Beijos
18 de fevereiro de 2013 • 0 comentários

Listen ~ Indicação de Música ~ Red - Taylor Swift

Oie gente linda!

Quem me conhece sabe que não sou muito de me dar o título de fã de alguém.
De fato, são poucos os que me levam a algo apenas pelo seu nome.
Por exemplo, filmes.


Se me disser que tem a Sandra Bullock, é extremamente provável que eu assista.


















Mas se disser que o Spielberg pelo menos deu uma passada no set, lá estou eu, pronta para assistir.












Se você me disser que um livro de fantasia ou um chick lit é maravilhoso, ele entra na minha lista de leitura.



Mas se disser que foi a Meg que escreveu, ele fura a fila e vira o próxima do lista.

E na música, você pode me dizer que a Shakira, Simple Plan, Adele ou sei la quem lançou uma música nova, eu digo que posso esperar para ouvir.


Mas se disser que foi a Taylor, eu digo: "OPA! Youtube, vem ni mim".

É, eu sei, pode me julgar, mas o fato é que eu adoro as músicas dela.
Não sei exatamente o porquê, só sei que culpo a Amália! (é você mesmo Malika!)
Enfim, indico hoje para vocês a música Red, uma das minhas preferidas no último álbum.
Vamos ver a letra?




RED

Loving him is like driving a new Maserati down a dead end street
Faster than the wind, passionate as sin, Ending so suddenly
Loving him is like trying to change your mind
Once you're already flying through the free fall
Like the colors in autumn, so bright, just before they lose it all

Losing him was blue, like I'd never known
Missing him was dark gray, all alone
Forgetting him was like trying to know somebody You never met
But loving him was red,  Loving him was red

Touching him was like realizing all you ever wanted
Was right there in front of you
Memorizing him was as easy as knowing all the words
To your old favorite song
Fighting with him was like trying to solve a crossword
And realizing there's no right answer
Regretting him was like wishing you'd never found out
That love could be that strong

Losing him was blue, like I'd never known
Missing him was dark gray, all alone
Forgetting him was like trying to know somebody you never met
But loving him was red, Loving him was red

Oh, red
Burning red

Remembering him comes in flashbacks and echoes
Tell myself it's time now, gotta let go
But moving on from him is impossible
When I still see it all in my head
In burning red
Burning, it was red

Oh, losing him was blue, like I'd never known
Missing him was dark gray, all alone
Forgetting him was like trying to know somebody you never met
'Cause loving him was red

Yeah, yeah red
Burning red

And that's why he's spinning round in my head
Comes back to me burning red
Yeah, yeah
Loving him was like driving a new Maserati down a dead end street




Eu adorei essa música, acho a letra tão forte e ao mesmo tempo tão frágil...
E ai, vocês já conheciam?
O que acham da música?
Espero que tenham gostado!
Beijos
17 de fevereiro de 2013 • 1 comentários

Indicação de Livro e Resenha ~ A Profecia de Hedhen

Oie minha gente!

O meu período de correria sem fim está acabando, e portanto assim também estão voltando as postagens no blog com maior frequência \o/ Viva o fim das férias!!

Para comemorar, trago para vocês (finalmente) a resenha do livro A Profecia de Hedhen, escrito por Cristina Aguiar e lançado pela Editora Modo.

Título: A Profecia de Hedhen
Livro 1 - O Tronos de Luz
Editora: MODO
Sinopse: Os Tronos eram forças que reinavam nos dias antigos com o título de “Luminares”, e através deles, a luz era derramada por todos os povos, espalhando sua sabedoria, justiça e paz. Mas as trevas, infelizmente, começaram a entrar naquele mundo e corromper os corações. Os Tronos foram enfraquecendo, e para manter a esperança eles criaram a Profecia, antes que sua luz fosse apagada de vez. A Profecia falava do retorno dos Tronos em dias futuros, onde este já seria dominado pelas trevas. Os três sinais dos “Luminares” estariam marcados nos corpos daqueles destinados a receber essa luz ancestral e poderosa. Dos três, um deveria assegurar o cumprimento dessa Profecia, sem se importar com as conseqüências; o outro deveria sacrificar a própria vida em troca da vitória; apenas um permaneceria oculto para sua própria segurança, pois em suas mãos repousaria o Cetro de Luz, símbolo dos antigos Tronos. Será que essas três pessoas, portadoras dos poderosos sinais, teriam forças para lutar contra o mal e trazer de volta a sabedoria, justiça e paz dos dias antigos?


O que dizer sobre um livro que te prende do inicio ao fim, que te leva para uma terra contaminada pela injustiça e pela dor e te deixa lá, pronto para lutar por ela?
Bom, eu já falei inúmeras vezes o quanto eu adoro livros de fantasia, então me apaixonar por eles é simplesmente fácil, mas a Profecia de Hedhen conseguiu fazer algo mais em mim, mexeu com minha imaginação de uma forma que poucos fazem.
Digno de um lugar nos clássicos mundiais, a Profecia de Hedhen conta a estória de uma terra dominada pela escuridão, cuja a única esperança está no nascimento de Deborah e Jael, duas crianças que possuem as marcas dos Luminares da noite e estão sendo treinadas para libertar Hedhen do domínio da Rainha Atalia.

- A Herdeira fará isso! - falou Rute. - É o que a Profecia diz.
Rute falava com convicção.
- Vai tentar? - a pergunta surpreendeu Deborah.
- Não! - a moça responde com um sorriso.
Rute olhou para ela e cruzou os braços.
- E por que não?
Deborah lhe sustentou o olhar e fez um ar de  mistério.
- Ainda não é a hora - e foi tudo o que disse.

O livro é recheado de personagens, e a maneira como a autora conduz a estória é simplesmente fascinante. Ela alterna entre os fatos do livro de maneira que te prende mais e mais em suas páginas, e fica impossível largar antes do fim.

A rainha aproximou-se lentamente com os olhos fixos em Jael. Ela parecia não estar acreditando no que via. A moça não saiu do lugar e sustentou o olhar. Atalia exalava o ódio a cada respiração contida. As mãos abriam e fechavam com força, enquanto Jael permanecia impassível, aguardando. A rainha parou diante dela, e todo aquele ódio foi canalizado em um único tapa que fez Jael perder o equilíbrio e ir ao chão. Ainda tonta e com o rosto ardendo, ela foi erguida pelos dois guardas.
Mudaria muito pouco na diagramação, e a revisão precisa ser, bem, revisada, rsrs. Mas eu compreendi porque o livro passou com alguns erros, e sei que eles serão corrigidos nas próximas edições.
A capa é linda, a escrita da autora é dinâmica e eu simplesmente amei a quantidade de diálogos. As coisas acontecem rápido e ainda assim são cheias de detalhes.
Já disse no início e vou repetir:
A Profecia de Hedhen é digna de um lugar ao lado dos clássicos da literatura fantástica.
Recomendo a todos os amantes de livros, viciados ou não.

- Diga a Deborah que eu estarei esperando... Não vou deixá-la ir a Salema sozinha... Diga-lhe que eu também cumpro as minhas promessas...Sarah sorriu.- Eu não vou esquecer.

9 de fevereiro de 2013 • 5 comentários

Promoção O Círculo de Pedra

Ola Ola!!!

Bom pessoal, gostaria de pedir desculpas por ter havido poucas postagens, é que começo de ano é bem corrido por aqui....
Maaaaas, para compensar essa ausência, estou trazendo uma suuper promoção em conjunto com o autor Ricardo Costac e outros Blogs.
Reconheceu o nome do autor e já ficou super empolgado não é?
Eu sabia!!!
O Ricardo é um autor muito legal, e elee cedeu um exemplar autografado do livro O Círculo de Pedra para sorteio!! \o/ TODOS COMEMORAM
Quem quiser saber um pouco mais sobre o livro, pode conferir o post que fiz sobre ele aqui. CLICA AE


Para participar está super fácil!

  1. Basta adicionar o livro no skoob.
  2. Seguir o Acho Que Cresci
  3. Ter endereço de entrega no Brasil
  4. Informar o Blog pelo qual você está participando.


Obs: Mesmo com a promoção sendo feito em conjunto com outros blogs, não é necessário seguir todos ok? Apenas o do livro e o blog pelo qual você está se inscrevendo na promoção, dai você informa no formulário qual é o blog, ok? Qualquer dúvida pode mandar email, comentário, tweet, sinal de fumaça, qualquer coisa =)

E claro, terão várias outras chances extras ai para vocês, todas no formulário.


a Rafflecopter giveaway

A promoção começa hoje, dia 9 de fevereiro, e se encerra no dia 9 de março.
Então vamos participar porque gente, o livro é bom demais!!
Espero que tenham gostado da novidade!!
Beijos
2 de fevereiro de 2013 • 2 comentários

Indicação Filme ~João e Maria: Caçadores de Bruxas

Olá pessoal, tudo bem com vocês?
Fui ao cinema esses dias ver o filme, João e Maria: Caçadores de Bruxas.
Gostei do filme, efeitos muito bem feitos, os atores são ótimos, porém, não achei legal uma coisa ...
Não gostei do final ;(
Tenho esse problema, quase nunca gosto do final das coisas, mas vou deixar vocês verem a sinopse do filme.

Titulo Original: Hansel and Gretel - Witch Hunters
Direção: Tommy Wirkola
Alguns atores: Jeremy Renner, Gemma Arterton, Famke Janssen mais
Gênero: Ação , Fantasia , Terror
Sinopse: "Os jovens João e Maria foram abandonados pelos pais na sombria floresta e acabam indo parar na casa de uma malvada bruxa. Mas o que parecia ser o fim acabou se tornando o começo de uma vida cheia de aventuras, uma vez que eles eliminaram a malvada e viraram verdadeiros exterminadores de criaturas do mal. Após o desaparecimento de várias crianças, os dois já adultos (Jeremy Renner e Gemma Arterton) são contratados pelas autoridades locais para desvendar o mistério. Só que eles não imaginavam que essa nova missão iria colocá-los diante da terrível Bruxa Negra (Famke Janssen), pronta para destruir não só a reputação de excelentes caçadores de bruxas, mas também as suas vidas."



Confiram o trailer!



Então galera, para vocês que gostam de um bom filme, eu super indico este aí! 
Eu mudaria o final, mas fazer o que não é?
E você que já assistiu, mudaria também ou deixaria assim? 
Comente aí embaixo, qual final você daria ao filme?
Beijos
Fiquem com Deus e quem quiser, pode me seguir no twitter!! 

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